Parábola
Eu nunca o disse. Talvez o sinta, e também tu o sintas... Porque não há espaço em mim para tudo o que me preenche. Tudo me transborda, alaga os terrenos baldios que circundam o meu reino.
E neles nada cresce.
Nada interrompe o horizonte arrastado do meu reino, lento de imensidão. Nada deforma as pegadas sanguíneas que nele só eu deixo. Não há transparências nesse meu refúgio de silêncios, pântano dos rostos que me tocaram, sem face ou mutilados pela aridez em que por vezes me enterro até aos joelhos, caminhando pela viscosa sensação de um qualquer exaltamento que me acelera o coracao e dilata o espirito.
É este o meu reino. A minha parábola em imenente destruição.
E neles nada cresce.
Nada interrompe o horizonte arrastado do meu reino, lento de imensidão. Nada deforma as pegadas sanguíneas que nele só eu deixo. Não há transparências nesse meu refúgio de silêncios, pântano dos rostos que me tocaram, sem face ou mutilados pela aridez em que por vezes me enterro até aos joelhos, caminhando pela viscosa sensação de um qualquer exaltamento que me acelera o coracao e dilata o espirito.
É este o meu reino. A minha parábola em imenente destruição.
