26 juillet 2005

Lucidez

Pétalas soltas num semblante serrado de vidros da praia. Um espasmo. Um ranger de dentes próximo do meu ouvido. Cravo as unhas no manto dormente de calcário manchado. Calo-me e oiço borboletas baterem as asas de papel tísico na agitação dos ponteiros...Uma cálida sensação de perda invade-me, uma lucidez injusta corroi-me.

O tempo passa.
Tu passas.
...

E eu deixei-te passar.