O Pêndulo e a Vertigem
Suspenso, o carrocel de vertigens gira sobre mim.
Recorda-me novelos de carne entrançada,
Caminhos de tijolo e flores de papel anémico,
Circos de ecos alados passando
Tangentes á lucidez febril desta dança.
- Um desequilíbrio basta e cairás do estreito fio que te ergue acima do concreto. Um desequilíbrio basta, nunca te esqueças.
Olhos vendados de pranto, dançando na fragilidade do fio. A pele enrijece, a consciência esvai-se pacientemente na urgência de respirar.
Danço sorrindo, no fio da navalha, no tecto do meu delirio. Hesito.
E um só desiquilíbrio basta.
Recorda-me novelos de carne entrançada,
Caminhos de tijolo e flores de papel anémico,
Circos de ecos alados passando
Tangentes á lucidez febril desta dança.
- Um desequilíbrio basta e cairás do estreito fio que te ergue acima do concreto. Um desequilíbrio basta, nunca te esqueças.
Olhos vendados de pranto, dançando na fragilidade do fio. A pele enrijece, a consciência esvai-se pacientemente na urgência de respirar.
Danço sorrindo, no fio da navalha, no tecto do meu delirio. Hesito.
E um só desiquilíbrio basta.
