Sem Título
Consumiu-se. Morreu-se. Acabou-se.
E nem o pó restou. A vida, senhores, é isto que nem chegou a ser. Encheu-me a lingua de cinzas, de caminhos e mais caminhos e das ideias deles. De matéria e filosofia e cozeu-me a lingua ao céu da boca, cravou-me nesta pequenez que nem pequenez chega a ser. De que me servem os pensamentos guturais? A sabedoria pestilenta, o saber corroído que ameaça cair-me em cima, a consciência e a não-consciência, a palavra que se me acaba nos lábios, sem nunca sair deles?
Não é a vida longa, senhores, que me assusta, mas a prespectiva de uma morte interminável.
E nem o pó restou. A vida, senhores, é isto que nem chegou a ser. Encheu-me a lingua de cinzas, de caminhos e mais caminhos e das ideias deles. De matéria e filosofia e cozeu-me a lingua ao céu da boca, cravou-me nesta pequenez que nem pequenez chega a ser. De que me servem os pensamentos guturais? A sabedoria pestilenta, o saber corroído que ameaça cair-me em cima, a consciência e a não-consciência, a palavra que se me acaba nos lábios, sem nunca sair deles?
Não é a vida longa, senhores, que me assusta, mas a prespectiva de uma morte interminável.
